História: Raymundo Asfora; Brilhante orador

Raymundo Asfora, filho de Elias Hissa Asfora e Orminda Yasbeck Asfora, nasceu em Fortaleza, Ceará. Seus avós paternos eram palestinos, a avó materna do Líbano, da cidade de Zahle e o avô materno de  Damasco, Síria.
Aos dois anos, sua família mudou-se para o Recife, Pernambuco, onde ele, junto com os irmãos José e Francisco, fez o curso primário no Colégio Marista. Ainda menino, foi morar em Campina Grande, na Paraíba, com a família, onde o pai, teve sociedade comercial com um tio na Rua João Pessoa, mais conhecida como Rua da Areia. Nessa cidade, ainda muito jovem, Raymundo Asfora iniciou a sua vida publica, atuando, em Grêmios estudantis, a favor de causas defendidas por estudantes secundaristas. Voltou ao Recife, onde ingressou na Faculdade de Direito, concluindo o Curso em 1954. Nessa fase de estudante universitário, em suas idas à Campina Grande, participou, junto com outros colegas de movimentos estudantis de fins sociais, criando com o colega e amigo Felix Araújo a Casa do Estudante de Campina Grande.
Brilhante orador, elogiado por figuras expressivas nos meios intelectuais e políticos do Brasil, foi excelente advogado criminalista, sempre defendendo quem dele precisava. Professor de Direito Penal na Faculdade de Direito da Fundação Regional do Nordeste (atual Universidade Estadual da Paraíba). Poeta, Raymundo Asfora recebeu, pelos seus poemas, elogios de muitos poetas, destacando-se Carlos Drumond de Andrade e Mauro Motta. Como político, exerceu o mandato de Vereador, em Campina Grande, de Deputado Estadual, de Vice-prefeito de Campina Grande, de Suplente de Deputado Federal e de Deputado Federal no período de 1982 a 1986, quando foi eleito Vice-governador da Paraíba, com grande votação.
Foi considerado, pelos violeiros do Nordeste, como um dos melhores criadores de motes para serem glosados. Em março de 1982, na Semana Santa, referindo-se ao Cristo, deu ao Jornalista e poeta do Jornal Estado do Ceará, o mote que correu, na época, o Brasil: “A morte está enganada. Eu vou viver depois dela”. Outro mote importante, de sua autoria: “Há um pomar escondido/…..no coração da semente.”
Autor do belo poema “Tropeiros da Borborema”, musicado pelo amigo e compositor Rosil Cavalcante, a canção é reconhecida pela população como hino extraoficial da cidade.
Em 06 de março de 1987, Raymundo Asfora, às 16h, foi encontrado morto, assassinado em sua residência, na Granja Uirapuru, em Bodocongó, em sua Campina Grande.
Casado duas vezes, Raymundo Asfora deixou sete filhos .

http://raymundoasfora.com.br/
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