Médico diz que interrompia plantão para matar Ratos no Hospital

Em Nova Carta Petrucio Brito, destaca que matava ratos e que usava arame do varal de roupa como fio-guia para entubação, Hospital ainda não se pronunciou. 


Confira a carta: 

O raio X do desespero. A agonia de um mentiroso

"Caros cidadãos juazeirinhenses,
Colgas médicos,
Amigos e pacientes,

Como já era esperado, usando, mais uma vez da mentira e da difamação, ferramentas padrões da sua gestão, o prefeito de Juazeirinho-PB, acompanhado de sua equipe de governo tentam, não apenas me demonizar e desmoralizar-me, mas continuar enganando o povo daquele sofrido município com notícias falsas contra todos aqueles que se insurgem contra o "prefeito rei".

Vendo os 02 (dois) últimos textos postados nas redes sociais, me vieram à mente, instantaneamente as palavras de escritor e filósofo francês Victor Hugo que dizia: "Creio por que é absurdo!".

Mas confesso-vos que, hoje conhecendo a índole daqueles, não me surpreendo, pois vejo o desespero em seus atos e vos asseguro que já esperava por tal reação. Seu desespero é gritante!!! Estão com os dias contados no poder!!!

Povo de Juazeirinho, como costumeiramente trabalho todos os dias, e, às vezes, também alguns finais de semana, chegando há pouco de viagem (23h10) comecei a analisar, as respostas da sua equipe de governo às denúncias feitas por mim, e depois as notícias e comentários sensacionalistas e mentirosos que fizeram acerca de minha filiação ao PTdoB em minha cidade natal Monteiro-PB, alegando, pelo fato de eu ter me filiado aquela legenda, de que minhas denúncias não passavam de uma farsa, montada por um deputado estadual que absolutamente NADA tem haver com as situaçőes por mim expostas.

LOGO, NESTA OPORTUNIDADE QUERO RATIFICAR TODAS AS MINHAS DENÚNCIAS, VOS AFIRMANDO QUE NÃO REPRESENTAM NEM 20% DO QUE SEI, VI E VIVI NAQUELE HOSPITAL, e, ao contrário do que foi veiculado no Portal da Saúde de Juazeirinho, eu não passei 03(três) meses para fazer tais denúncias não! Eu levei foi quase 03(três) meses para torná-las públicas, aguardando uma solução que nunca chegava; mesmo tendo SEMPRE participado/denunciado/comunicado a Diretora do Hospial e Secretário de Saúde tudo o que acontecia.

No primeiro texto, tentaram desacreditar minhas denúncias alegando que haviam medicaçőes no hospital e que a farmácia daquele nosocômio encontrava-se repleta deles. Não duvido que agora estejam com apenas algumas medicaçőes, porém como sempre, faltando outras tantas! Me recordo bem, que após sair daquele hospital, lá passei novamente no dia 20/10/2015, para despedir-me de alguns funcionários, e oportunamente fui informado pela "diretora" que "o pedido das medicaçőes havia chegando"! Tal pedido certamente deve ter sido providenciado em caráter de urgência,, após minhas denúncias. (basta para isso, ver a data da Nota Fiscal de compras ou o processo licitatório).

Sem argumentos ante à situação degradante e vexatória a que éramos expostos, em face não só de problemas no pagamentos e falta de alimentos, me acusaram, pasmem, de exigir "banquetes" (risos) em minhas refeições, mas vos digo que, se pedir (não exigir) um simples pão com ovo e um copo de leite pela manhã, foi exigir um banquete, eu vos peço desculpas, por ter pecado e realmente pedido (nunca exigido) tal alimento.

Todos os funcionários e pacientes que lá viviam ou conheciam a minha rotina, sabiam que jamais tive o prazer de sentar-me à mesa e comer com os mesmos, pois sempre estava atendendo meus pacientes no horário das minhas refeiçőes.

Meu café era sempre um pedaço de mortadela queimada, visto que era assim que eu gostava e pedia e uma simples xícara de café.

Quando não haviam alimentos, me deliciava com uma xícara de caldo de feijão. Só comia pão ou ovo, quando comprávamos ou recebíamos dos colegas funcionários ou motoristas de plantão.

Meu almoço quase sempre era, (quando eu almoçava), já quase na hora do jantar e o jantar sempre após às 23:00h ou pela madrugada, na companhia de algum motorista que retornava de Campina Grande, também já faminto.

Ao preparo das mais básicas refeiçőes faltavam quase tudo: temperos, manteiga, verduras e frutas. No café e no lanche sempre notávamos a ausência do famoso e conhecido "pão da licitação!", uma vez que assim ficou conhecido naquele hospital o pão, devido a cotidiana e costumeira desculpa dada pela sua falta.

Por diversas vezes, devido a exaustiva carga de trabalho, passava o dia inteiro, sem café, sem almoço, sem lanches, jantar, banho e até mesmo sem dormir. Muitos dos oprimidos funcionários que trabalharam comigo naquele hospital são testemunhas silentes do que eu vos digo.

Quando acusaram-me de exigir banquetes, vos confesso que tive um acesso tão grande de risos que quase passava mal, pois quem me conhece ou conviveu comigo, sabe que sou uma pessoa extremamente simples e que, muitas vezes, preferia comer minha refeição mesmo fria e com formigas, horas depois, do que incomodar ou constranger as cozinheiras para esquentá-la, visto que não deviam e nem poderiam ficar eternamente me esperando atender os inúmeros pacientes que lá não paravam de chegar.

As cozinheiras de lá agradeço-vos de coração pelo carinho e atenção, pois sempre, apesar de todas as dificuldades, preparavam com muito zelo e dedicação nossas refeições.

Face ao exposto, analisando rapidamente ambos os textos veiculados pela equipe de governo de Juazeirinho, de forma geral, tive a oportunidade, mais uma vez, de assistir ao desespero de uma pessoa, e dessa vez, não foi de um paciente não!, mas sim do prefeito e seus secretários, tentando justificar o injustificável e já agonizando em desespero após a repercussão pública face a real situação daquele hospital.

Como todos viram, desesperados tentaram novamente e a todo custo me desqualificar, centrando em minha pessoa apenas, a responsabilidade por todos os médicos terem parado de laborar por falta de condiçőes de trabalho, atrasos ou descontos indevidos e ilegais em seus salários.

O problema da administração de Juazeirinho, no panorama atual, vai muito, mas muito além mesmo apenas da falta de médicos; nesse momento faltam caráter, responsabilidade, ética, moral, compromisso, preparo, respeito e até mesmo humildade ao prefeito e seu secretariado para pedir desculpas aquele povo, principalmente aos mais humildes que são os que dependem e precisam, quase que diuturnamente daquele serviço de saúde.

Sem argumentos plausíveis, capacidade intelectual, retórica suficiente ou argumentos aceitáveis, sua administração tenta reduzir a oligofrênicos todos as pessoas que escutam ou lêem o seu pejo, parco, fantasioso, incrível, desesperado, decadente, incoerente e insano discurso.

Embora a sua administração pense diferente, o povo de Juazeirinho é um povo esclarecido, lutador e aguerrido, e não se renderá ou acreditará mais nas suas "estórias" inverídicas, concretizadas apenas através de suas matérias pagas ou entrevistas agendadas e exaustivamente ensaiadas nos meios de comunicação que dão suporte ao seu pândego, imoto e inerte governo.
Senhor prefeito, V. Sa., desde as primeiras linhas de seu imaginativo texto com sua desconexa historinha, usa repetidamente palavras simples como transparência, pagamentos, recibo, ética e moral.

Pois bem Sr. prefeito, eu lhes autorizo a postar e expor em suas redes sociais os nossos contra-cheques, acompanhados dos competentes recibos de pagamento, mês-a-mês, bem como as datas em que comecei a trabalhar e as datas dos meus/nossos efetivos pagamentos.

Apresente ainda, TODOS os nossos contra-cheques, nosso Contrato de Trabalho "Lombardi", uma vez que até a nossa saída jamais tivemos acesso aos mesmos, visto que a desculpa que nos era dada, era sempre a mesma: "os contratos de vocês ainda estão na mesa do prefeito!".
Tenha respeito ao povo de sua cidade e informe e justifique nas redes sociais, os reais e desconhecidos por nós, motivos, para a sua negativa em NUNCA nos apresentar ou entregar os nossos contratos de trabalho, bem como os nossos comprovantes de pagamentos contendo a discriminação dos nossos ganhos e de seus respectivos descontos.

A contabilidade da "sua prefeitura" é uma verdadeira caixa-preta! Percebi isso, logo após receber meus primeiros salários. Percebendo também os "descontos" indevidos e imediatamente os reclamei, sendo informado, naquela oportunidade, por sua Secretária de Administração e Finanças que a "diferença" havia ocorrido em virtude de erro contábil no cálculo dos nossos salários e que nós assinássemos, naquele momento, aquele recibo que se comprometeria que a diferença seria paga no decorrer da semana ou no máximo no próximo pagamento, o que não nunca houve!

Por fim, explique, Sr. prefeito ao seu povo o por que de tanta fraqueza em seu modo de agir, omitindo-lhes que durante todo o tempo em que nós médicos travalhamos em Juazeirinho, NADA fomos/éramos para aquele hospital, uma vez que ilegalmente laborávamos, sem qualquer contrato de trabalho naquela prefeitura. Vossa Senhoria prefeito, encontrasse sobejamente disparado, entre os homens mais fracos que tive o desprazer de conhecer! Um verdadeiro mentiroso habitual!

No tocante ao fato de integrar a COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO TRABALHISTA DO BRASIL PT do B, asseguro-vos nobres amigos, que embora tenha grande respeito por todos, NÃO CONHEÇO, NEM SEQUER DE VISTA, OS SENHORES GENIVAL MATIAS (muito embora seja deputado estadual e presidente do PTdoB na Paraíba), DE IGUAL FORMA TAMBÉM NÃO CONHEÇO OS SENHORES FRED MARINHEIRO OU O SR. BEVILACQUA MATIAS, nem tampouco jamais mantive qualquer relacionamento político ou pessoal com estes ou quaisquer outros protagonistas da política de Juazeirinho-PB.

Como dito retro, não os conheço, apenas redpeito todos e ponto. O próprio prefeito Jonilton Fernandes, o vi apenas 02 (duas) vezes, e muito rapidamente, na Policlínica vizinho ao hospital onde trabalhava.

Esclareço-vos ainda que quando fui convidado/indicado em 01/09/2015, pelos amigos e empresários Erivonaldo Borges Sobrinho e Paulo Sérgio Ferreira de Lima, ambos de minha cidade, para ajudá-los a construir o PT do B em Monteiro, compondo como presidente a sua COMISSÃO PROVISÓRIA; por ser extremamente ocupado, eu sequer sabia que o então Deputado Genival Matias era o atual presidente da legenda na Paraíba.

Contudo, e, por uma questão de ética, moral e respeito à administração onde trabalhava, comuniquei pessoalmente ao prefeito.

Jonilton Fernandes e o seu Secretário de Saúde Fábio Roberto, na primeira oportunidade em que nos encontramos na Policlínica de Juazeirinho, que eu havia sido, indicado para a presidência daquela legenda na minha cidade.

Igual comunicado foi feito também ao Diretor Clínico daquele hospital, que também era meu amigo pessoal há mais de 30 anos, além de ser também meu conterrâneo.

Assim caros colegas médicos, amigos e pacientes, vos afirmo de cabeça erguida que quem realmente me conhece sabe que minha relação com a política Monteirense, em nada, nunca se misturou com o meu trabalho ou com a política de Juazeirinho-PB. 

Durante todo o período em que estive em Juazeirinho fui só, apenas e tão somente MÉDICO. Aprendi desde muito cedo que: "onde se ganha o pão não se come a carne!", logo por lá ser médico, não deveria e nem me permitia envolver-me com nenhuma outra atividade.

Espero que o Sr. prefeito ou o seu Secretário de Saúde (que por ser evangélico não deve e nem pode mentir), tenham a decência, pelo menos, uma única vez na vida, de admitirem que, em momento algum, enquanto lá trabalhava, lhes faltei com a verdade ou vos omiti quaisquer coisas, nem mesmo as denúncias que veiculei no texto anterior.

Minha atuação política e como político, sempre se restringiu apenas a minha terra mãe Monteiro-PB.

Em todos os demais lugares, que trabalhei sempre fui, apenas médico ou apenas advogado.

Incomodo e incomodei sempre, por ter buscado incansavelmente, durante o período em que em Juazeirinho estive, melhores condições de trabalho para os colegas, bem como um melhor atendimento para os meus pacientes.

Vos reitero que desde que lá cheguei, NUNCA tive, tenho ou nutri quaisquer pretensőes políticas ou pessoais naquele município.

A mim me bastavam os verdadeiros amigos que lá fiz, como um dono de uma farmácia local que sempre nos acudia com suas generosas doaçőes de medicamentos, sempre que nos visitava e se defrontava com a penúria e falta de cindiçőes em que vivíamos/trabalhávamos.

O Sr. prefeito pode tentar enganar quem quiser através das redes sociais através do empenho do seu séquito de babőes, mas a população, principalmente os mais humildes e os funcionários daquele hospital sabem EXATAMENTE do que estou falando: A VERDADE!!!

Ao passo que findo o presente, considerando que a verdade é ÚNICA, pois não existem duas verdades. Conclamo, convido e desafio o Sr. Prefeito, podendo, inclusive se fazer acompanhar, caso queira, de todos os seus secretários e da Diretora do Hospital, a fim de que possamos ao vivo, DEBATER e mostrar ao povo de Juazeirinho quem está com a verdade, em qualquer meio de comunicação que seja isento e imparcial.

Nessa oportunidade, poderíamos expor e discutir ainda sobre outras questões ou situaçőes vividas naquele hospital e que poderiam ser inclusive e prontamente esclarecidas também aos vereadores daquele município que integraram a comissão que, segundo seu governo, "fiscalizou o hospital", após minhas denúncias.

Muitas das situaçőes e fatos retro narrados foram e podem ser testemunhados por qualquer um dos 6 (seis) enfermeiro(as) que pediram exoneração nos últimos 03(três) meses após terem sido perseguidos ou forçados a deixarem seus empregos em virtude de ingerências promovidas para inviabilizar seus plantões e dar lugar a contratados, admitidos sem concurso em troca de votos.

Realmente, num hospital onde o arame do varal de roupas é transformado em fio-guia para entubação orotraqueal de pacientes em estado grave; num hospital em que o médico tem que interromper, às vezes, à noite, seu plantão pra matar pequenos ratos que "passeiam" no consultório, reclamar de falta de medicamentos, ambulância quebrada ou atraso de pagamentos é mesmo coisa muito pequena!

Nada mais oportuno do que citar João 8:32: " E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará!"

À posteridade, as demais considerações!"

Saudaçőes médicas,
Dr. Petrúcio Brito
Médico/Advogado
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