ONU alerta que 2016 deverá ser o ano mais quente da história

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), entidade das Nações Unidas (ONU), informou que o ano de 2016 caminha para ser o mais quente da história. Segundo uma nota divulgada pela entidade por causa da Conferência sobre o Clima (COP22), que ocorre em Marrakech, a temperatura do planeta neste ano está 1,2 grau superior aos níveis pré-industriais.

ano mais quente da história foi 2015 e, desde então, as temperaturas analisadas por mês continuam em uma trajetória ascendente. "Um novo ano, um novo recorde. As altas temperaturas que vimos em 2015 aparentam que vão ser superadas em 2016. O calor suplementar [causado] pelo potente "El Niño" já desapareceu. O calor causado pelo aquecimento global continuará", disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Segundo o responsável pela agência, o fenômeno climático "El Niño" contribuiu para a alta, mas o efeito causado pelo lançamentos dos gases são os maiores causadores do problema.

"Em parte da Rússia Ártica, as temperaturas estão entre seis e sete graus acima da média de longo prazo. Muitas outras regiões árticas e sub-árticas na Rússia, no Alasca e no noroeste do Canadá estão, ao menos, três graus acima da média. Estávamos acostumados a medir os recordes em frações de grau, mas isso é outra coisa", acrescentou Taalas.


O secretário-geral ainda apontou que "por causa das mudanças climáticas, a frequência e o impacto dos eventos extremos aumentaram". Taalas citou como exemplo que ondas de calor ou inundações que demorava "uma geração" para se repetir, agora estão mais recorrentes.

CO2 no Brasil


As emissões brutas de gases do efeito estufa lançadas pelo Brasil cresceram 3,5% em 2015 em relação à mesma quantidade emitida em 2014. De acordo com o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg), o país emitiu 1,927 bilhão de tonelada de CO2 no ano passado, contra 1,861 bilhão de toneladas em 2014.

O desmatamento foi, de acordo com o estudo, o principal responsável pelo aumento da quantidade de gás liberado na atmosfera, o que contrariou a tendência de queda no lançamento de poluentes, esperada em um ano de recessão como foi o ano passado, com retração de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

As emissões por mudanças no uso da terra cresceram 11,3% em 2015. A transformação de áreas de mata em pasto ou plantações representa 46% das emissões brasileiras. Nesse sentido, o observatório destaca que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou para um aumento de 25% na taxa de desmatamento na Amazônia em 2015 em relação ao ano anterior. O balanço foi divulgado em outubro de 2016 pelo Observatório do Clima – rede que reúne 40 organizações da sociedade civil.

IG