Luzia Pinto sobre nova medida do Trauma: “Se fechar hoje, os pacientes de Campina eu resolvo, agora vai morrer muita gente vindo do interior”

A secretária de Saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, durante entrevista à Rádio Correio, afirmou que ainda não recebeu comunicado oficial do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes sobre a triagem que, de agora em diante, vai receber apenas casos de urgência e emergência.
Luzia disse que recebeu solicitação para uma reunião no Ministério Público estadual, que será na terça-feira (13) às 14h e o que sabe sobre o novo sistema do Trauma é o que foi divulgado na imprensa.
“Se eu não recebi o comunicado, imagina os municípios que encaminham pacientes para Campina Grande. Todos os recursos da média complexidade que o Trauma executava, eles recebem religiosamente em dia, diferente das contrapartidas estaduais que finalizamos este mês com déficit de R$10,5 milhões”, disse a secretária.
Luzia expressou preocupação com os pacientes de outras cidades, pois Campina pode contratualizar um dos hospitais para cuidar de seus pacientes, mas estes recursos teriam que ser devolvidos pelo Trauma.
“Acredito que, na reunião, o Estado deve chamar os municípios também. Temos que fazer uma adequação, ver os procedimentos que o Trauma vai atender e devolver os recursos para que a saúde de Campina possa abrir um serviço próprio para atender os 31% dos pacientes da cidade”, ressaltou. 
Ele se questionou se o diretor do Trauma recebeu o plano operativo, que apresenta “o que foi retirado de Campina pra ser inserido no teto financeiro do Trauma”.
“O problema são os outros municípios que encaminham para o Trauma, então Campina não pode pagar essa conta. O número dos pacientes de Campina Grande que são atendidos no Trauma se montaria no Dr. Edglay. O Governo do Estado tem que ver os vazios assistenciais do estado porque, se fechar hoje, os pacientes de Campina eu resolvo, agora vai morrer muita gente do interior vindo para o Trauma”.
Segundo Luzia, os pacientes poderiam se encaminhados para outros hospitais da cidade, mas o dinheiro da contratualização “foi para o Trauma”. Ela disse que a repactuação era para ter sido “discutida desde outubro de 2010” mas, por enquanto, o “Trauma tem obrigação de atender os casos de média complexidade de Campina Grande”.
Politíca Mais Cedo.