Comportas do açude de Boqueirão estão sendo recuperadas, diz Dnocs


As obras no açude de Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que vai receber as águas da Transposição do Rio São Francisco, tiveram início nesta semana. A informação foi repassada pelo Gerente da unidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), em Campina Grande, Renato Avelar nesta sexta-feira (19). A previsão é de que os trabalhos no manancial durem cerca de um ano e dois meses.

Ainda conforme informações do Dnocs, a primeira etapa da obra será destinada à recuperação das comportas do açude, que terão todo o seu processo automatizado. Os equipamentos, que antes eram operados manualmente, agora serão operados através de controle remoto. Com isso, o departamento espera melhorar os índices de perda de água.
O diretor do Departamento na Paraíba, Alberto Gomes detalhou que neste primeiro momento as obras vão se concentrar nas partes que ficam submersas quando o volume de água do manancial está em seu nível normal. Segundo ele, com o período de estiagem foi possível identificar falhas na parte inferior do equipamento. A ideia é terminar esta etapa antes da chegada das águas da transposição.
Após o fim desta primeira etapa, o Dnocs vai começar a segunda, que serão feitas nos locais mais elevados do açude de Boqueirão e não sofreriam interferência em caso de aumento do volume das águas do manancial. Ainda conforme Alberto Gomes, os trabalhos no Açude Epitácio Pessoa devem custar R$ 10 milhões e serão pagas com verbas do Governo Federal.
Além do manancial que abastece Campina Grande e outras cidades da região, o cronograma da Transposição do Rio São Francisco prevê obras em pelo menos mais três mananciais: o açude Poções, em Monteiro, no Cariri paraibano; e Mãe D'agua e São Gonçalo, que estão localizados nas cidades de Coremas e Sousa, no Sertão.
g1 paraíba