Morre um homem fica a História - Leomaques Silva


Leomaques Francisco Silva, filho de Francisco Severino Sobrinho (Chicó) e Josefa helena Silva (Zefita), nasceu no dia 22 de Outubro de 1949, faleceu no dia 21 de junho de 1985 com apenas 36 anos de idade. Formou-se em economia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas o seu ideal era fazer Direito, o qual já estava no terceiro ano do curso Jurídico, porém a morte o tolheu desse sonho. Foi um adolescente muito persistente e força de vontade nunca lhe faltou. 

Em 1971 já ensinava Português e Educação Física. Tornou-se em seguida instrutor da Banda Marcial do Ginásio Comercial Manuel Vital e, com isso, ficou à frente da organização dos desfiles de 7 de setembro, por vários anos, em Juazeirinho e Cidades Circunvizinhas. Na década de 1970 foi nomeado Diretor do Ginásio Comercial Manuel Vital, em Juazeirinho, e do Colégio Luiz de Miranda Burity, da cidade de Soledade.  Estas nomeações premiava todo um trabalho de amor e lealdade às referidas unidades escolar.  Além disso, em 1973 fundou com Dona Zalita Matias um Colégio na cidade de Assunção. Tornou-se, também Professor dos seguintes colégios: Paraibano, Juracy Palhano,  Curso Delta e Paulo VI, todos estes em Campina Grande-PB. 

Pensando na Juventude e preocupando-se com ela, principalmente os universitários,  idealizou com os seus amigos a Associação Universitária de Juazeirinho.   Foi um grande baluarte pelo engrandecimento de futebol de Juazeirinho. Fez parte de várias equipes, inclusive do famoso Guarany Esporte Clube, onde com amor e liderança desenvolveu um trabalho que trouxe grandes conquistas. Desde que foi escolhido o melhor professor da Escola Cenecista Manuel Vital, Leomaques achou que podia fazer mais. Candidatou-se a vereador pela Arena no pleito de 1972, foi eleito com apenas 23 anos de idade, tornando-se um dos mais atuantes vereadores que já passaram pela casa José Cosme de Oliveira. 

Em 1976 candidatou-se a Prefeito e seu lema já dizia tudo “Leomaques a Salvação”. Numa luta inglória no meio de lombos e ainda mais contra o forte poder econômico que sempre predomina nas campanhas eleitorais, foi derrotado nos votos, mas não no idealismo, perdeu  nas urnas mas não perdeu a esperança, não abandonou a luta, não deixou de sonhar com uma Juazeirinho melhor. Uma lacuna muito grande ficou no nosso meio político, não pelo seu curral eleitoral, mas pelo seu idealismo e pela sua independência na maneira de ser político. Uma das suas maiores contribuições foi a idealização do Jornal A GAZETA DO CARIRI.

Um Jornal feito de Juazeirinho para Juazeirinho e para a Paraíba. Ele afirmava: “Este órgão não mais pertence sequer a seu fundador, é hoje, na atingência dos seus objetivos o recurso e a via mais aberta para manifestação rejuvenescida de um povo e de uma região que vivia submersa em doloroso e desalentado silencio. Amigo, companheiro de sonhos e batalhas. Com ele convivi e tive o prazer da sua fraternal amizade. Aprendi muito com seus exemplos. Vi sempre em Leomaques  um idealista, de alma permanentemente transbordante de  lealdade, de sentimento comunitário, de amor a Juazeirinho. Eu te agradeço por tudo que fizeste por mim, eu te agradeço pelo teu apoio e a tua amizade para comigo. Aprendi a te respeitar como as estrelas respeitam o brilho da lua, que sabem que só existe uma única no mudo. 

LÉO, VOCÊ SERÁ SEMPRE UMA DOCE RECORDAÇÃO NO CORAÇÃO DOS SEUS AMIGOS. Professor, economista, jornalista, desportista, estudante de direito e principalmente amigo, Leomaques faleceu em 21 de Junho de 1985, com apenas 36 anos de idade.


Por Toca.

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