Vazão das águas do São Francisco para açude de Boqueirão volta ao normal, diz Aesa


A vazão das águas da transposição do Rio São Francisco que chega até o açude de Boqueirão já pode ser considerada satisfatória, na visão do presidente da Agência de Gestão das Águas do Estado (Aesa), João Fernandes. Segundo ele, a vazão registrada na segunda-feira (19) foi de 6 milhões de metros cúbicos por segundo. A vazão tinha caído após o rompimento de um trecho do canal que liga as cidades de Custódia e Sertânia, no interior de Pernambuco, no dia 11.

“É um bom registro, principalmente tendo em vista que a melhor vazão que nos foi dada até hoje é de 7,8 milhões de metros cúbicos por segundo. Então estamos nos aproximando do ideal à medida que o canal vai sendo recuperado” explicou.

Na medição feita nesta terça-feira (20) o manancial apresentava 6,54% da sua capacidade total, um pouco mais do que os 6,4% registrados no fim da semana passad, e que corresponde a quase 27 milhões de metros cúbicos de água armazenada.

Ainda conforme João Fernandes, para o açude sair do volume morto é preciso que chegue a 34 milhões de metros cúbicos (aproximadamente 8,8% da capacidade total) o que deve acontecer em um prazo de no máximo 30 dias. “Faltam 7 milhões de metros cúbicos de água, nossa previsão é que a partir do dia 19 de julho o manancial possa sair dessa situação crítica que ainda se encontra”.

Nesta terça-feira, a Agência Nacional das Águas (ANA) publicou uma resolução no Diário Oficial da União restringindo o uso das águas do São Francisco para irrigação. A restrição ocorrerá às quartas-feiras, até o dia 30 de novembro, podendo ser prorrogada caso haja atraso no início do período de chuvas na bacia.

Quem não cumprir as medidas de restrição cometerá infração, ficando sujeito à aplicação de penalidades como multas, embargos, lacres e apreensão de equipamentos. De acordo com a ANA, trata-se de uma “medida adicional para preservar os estoques de água nos reservatórios” da bacia, que abrange os estados de Minas Gerais, da Bahia, de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

A suspensão abrange retiradas para todos os tipos de uso, inclusive irrigações oriundas de volumes reservados previamente ao Dia do Rio, mas exclui as captações para abastecimento humano e dessedentação animal, em conformidade com a Política Nacional de Recursos Hídricos, que considera esses usos prioritários em casos de escassez. 

G1PB

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