Direção da Escola Severino divulga Nota de Esclarecimento; confira


A Direção da Escola Municipal Severino Marinheiro, divulgou uma nota para esclarecer sobre denuncias que alunos estariam sendo barrados por não usarem o fardamento. 

Segundo a Nota o uso de Camiseta Branca e Calça Jeanz foi acordado entre a Direção da Escola e Pais de Alunos, e lamentou um fato isolado publicado por uma Pai nas redes sociais. 

No Facebook Pais de Alunos sairam em defesa e apoiando a Direção da Escola pelas normas. 


Nota Oficial.

Segundo o professor Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. A Escola é um dos ambientes ideais para a criação dessas possibilidades, com profissionais totalmente voltados para as atividades educativas e pedagógicas, visando conferir aos alunos as ferramentas de que necessitam para o aprendizado.

Desse modo, não há falar em o aluno só entrar na escola e sentar para assistir aula. É preciso que as condições estruturais sejam adequadas, que haja merenda de qualidade, professores qualificados e estimulados, funcionários engajados, vestimentas adequadas e padronizadas, regras disciplinares, entre outras. 

Dito isso, a EMEF Severino Marinheiro expressa seu repúdio à atitude de um pai de aluno que, levando seu filho à escola com fardamento inapropriado, ficou insatisfeito com a atitude da equipe gestora da instituição de orientar o referido pai a trazer ao Colégio o fardamento do aluno enquanto este aguardaria dentro da instituição. Esse pai, de forma desrespeitosa e autoritária, entrou nas dependências da Escola emocionalmente alterado, gritando no meio dos corredores, proferindo agressões verbais à diretora e filmando parte dessa atitude, violando o direito constitucional à imagem dos funcionários do Colégio e chamando a atenção do alunado. 

Desproporcionais, os atos empreendidos pelo pai geraram constrangimento geral e tumulto em pleno horário de aula para mais de 600 alunos. Ao invés de tentar o diálogo e a conciliação, ele preferiu nos agredir e constranger, sem ao menos ter frequentado uma reunião de pais durante esses seis meses de aulas.

A Polícia Militar e o Conselho Tutelar tiveram de ser chamados para manter a ordem na Escola e acompanhar os interesses do menor. Em nenhum momento o objetivo do chamamento da Polícia foi para que ela retirasse o aluno do prédio, uma vez que nunca tivemos esse tipo atitude. Os policiais, bem como as conselheiras tutelares que estiveram presentes, explicaram ao pai a importância das normas disciplinares e do Regimento Escolar, assim como seu cumprimento, para o desenvolvimento pleno dos objetivos educacionais. Colocaram a desnecessidade do tumulto gerado e do valor do diálogo, respeitando a dignidade das pessoas, princípio fundador da nossa República.

A Escola não dispõe, sozinha, de todas as condições de empreender a Educação do aluno, por isso precisa do apoio constante e efetivo das famílias. É lamentável que um pai, de quem a Escola espera assistência, faça escândalo nos corredores do Colégio, desrespeite o Regimento Escolar, agrida a diretora, intimide funcionários, perturbe as aulas e constranja os alunos. 

Portanto, ao expressar nosso descontentamento e esclarecer os fatos, reforçamos nossa essência de educar e a finalidade de proporcionar ao nosso aluno a possibilidade de construção do conhecimento, valorização do respeito, do diálogo, e reconhecimento da dignidade intrínseca do ser humano. Tudo isso com a participação e colaboração da comunidade escolar e das famílias, sem as quais o nosso trabalho não se realizará.


A Direção.
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