CONFIANÇA: Um pilar do relacionamento?


É provável que alguém dispare: Um pilar não, A BASE. Eu prefiro flexibilizar as possibilidades até porque “a base” soa como algo tão impositivo. Esse artigo definido é muito agressivo. Ditador. Parcial. É um grito afirmativo. É como usar sempre, nunca, jamais. Ele frustra a ideia dos que defendem o respeito, a compaixão, a humildade, a sinceridade, o altruísmo, o perdão, o amor, et cetera. Concorda que tem muita coisa pra essa base? Concorda que a sua digital é diferente da minha?

Pois bem, por que é um pilar? Porque dá sustento a uma história. Relacionamentos podem ser de família, de trabalho, de religião, de política, podem ser business [...]. No ínterim dessa construção social a gente acaba por fazer outras pessoas mais felizes e realizadas, contudo, na condição de imperfeitos perfectíveis, também causamos dor. A dor pode ser da traição conjugal. Quem sabe, rasteiramos o parceiro que tanto investiu em nós. Talvez alguém que prometeu algo e descumpriu. Um acordo quebrado. A sua história. A minha versão.

É uma pena que esse mal faz parte de nós desde o princípio. Ao folhear as primeiras linhas do livro da origem, encontramos o primogênito Adam perdendo a confiança do Criador e vilipendiando nosso relacionamento com o Eterno. Mais tarde essa confiança fora restabelecida pelo Cristo no gólgota, contudo a redenção não invalidou os decretos imputados pela desobediência do homem. Eis a razão pela qual continuamos pecando e perdendo a confiança uns dos outros.

Alguém já disse que levamos uma vida toda para ganhar a confiança e poucos instantes para perdê-la. Eu costumo insistir que a única coisa que fazemos com perfeição é errar! Portanto, se você é tão humano quanto eu, e se também já rompeu o selo da confiança, não desespere. O antidoto é: Perdão, me perdoo e te perdoo. Apesar de que “Nada do que foi será. De novo do jeito que já foi um dia.”

Edglei Amorim